Política

PT aciona PGR contra Mario Frias por viagens sem aval e ‘rachadinha’

Foto: Reprodução

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados comunicou, neste sábado (23/5), que vai apresentar uma notícia de fato com duas denúncias à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP).

Uma das denúncias ao parlamentar é acerca das viagens de Frias para Bahrein e para os Estados Unidos sem o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A autorização é norma prevista no Regimento Interno da Câmara dos Deputados em casos de viagens parlamentares ao exterior, quando se trata de agenda oficial, exigência que não foi totalmente atendida nesse caso.

O segundo ponto apresentado pela bancada diz respeito ao possível caso de “rachadinha” no gabinete do deputado, que foi revelado após a divulgação de comprovantes que mostram que uma ex-funcionária do gabinete pagou faturas do cartão de crédito da esposa do parlamentar, fez transferências via pix para a mãe Mario Frias e transferiu valores ao então chefe de gabinete.

“Os elementos divulgados apontam para possível prática de ‘rachadinha’, com desvio de salários de assessores e utilização privada de recursos vinculados à atividade parlamentar”, destaca a bancada do PT.

De acordo com os parlamentares petistas, o caso não é isolado entre políticos da oposição. A notícia fato faz uma comparação entre o caso recente de Frias e o escândalo de “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2018, há época deputado estadual.

“A família Bolsonaro também foi alvo de investigação sobre rachadinhas, furto de joias e a aquisição de 107 imóveis, 51 deles com uso total ou parcial de dinheiro vivo. Agora, o mesmo campo político reaparece conectado ao Banco Master, com áudios divulgados pelo Intercept em que Flávio Bolsonaro e Mário Frias cobram dinheiro”, conclui a base governista da Casa Legislativa.

A assessoria de Mario Frias afirma que os pedidos de autorização para viagem foram devidamente protocolados e colocados no sistema da Câmara. Fontes do partido ressaltam que, para o PL, o caso não passa de um problema interno da Casa e não revela quaisquer atos de má-fé do parlamentar.

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