Luiz Inácio Lula da Silva é reeleito presidente do Brasil, com 51,79% dos votos válidos

Imagem: Reprodução
O Tribunal Superior Eleitoral declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, foi reeleito para um quarto mandato, de 2027 a 2030, com 51,79% dos votos válidos (64.256.232 votos). A posse está marcada para 5 de janeiro de 2027.
Esta é a quarta vez que Lula vence a disputa para a Presidência, e será também a última. Ele não pode concorrer à reeleição em 2030 e já declarou que o pleito de 2026 foi sua despedida das urnas.
A vitória ocorre após uma campanha que, em sua reta final, levou a militância de volta às ruas, de um jeito que fez Lula lembrar de quando concorreu pela primeira vez à Presidência da República, em 1989 —naquela estreia, ao contrário do que ocorreu agora, o clamor das ruas não foi suficiente para que ele vencesse a disputa no segundo turno.
Esta é a quarta vez que Lula vence a disputa para a Presidência, e será também a última. Ele não pode concorrer à reeleição em 2030 e já declarou que o pleito de 2026 foi sua despedida das urnas.
A vitória ocorre após uma campanha que, em sua reta final, levou a militância de volta às ruas, de um jeito que fez Lula lembrar de quando concorreu pela primeira vez à Presidência da República, em 1989 —naquela estreia, ao contrário do que ocorreu agora, o clamor das ruas não foi suficiente para que ele vencesse a disputa no segundo turno.
A vitória de Lula tornou real o sonho de uma militância que, a partir do dia 23 de outubro, quando pesquisa Datafolha indicou cada candidato com 50% dos votos válidos, acreditou na chance de uma virada —embora tenha ficado apreensiva com novos levantamentos que, na véspera da eleição, indicavam a vitória de Flávio.
Os atos pelo Brasil e o canal de WhatsApp “Exército de Lula” deram gás à campanha. Dentre os atos, um deles foi considerado histórico: o encontro na avenida Paulista, no dia 24 de outubro, reuniu dois milhões de apoiadores, segundo levantamento da campanha de Lula.
De maneira inédita, a campanha petista pôde se valer de um movimento digital de massas, graças à iniciativa do deputado federal André Janones (Rede-MG) de criar o “Exército do Lula”, canal de WhatsApp que reuniu 10,8 milhões de seguidores.
Os seguidores recebiam missões de Janones, como engajamento em publicações, pesquisas com menções desfavoráveis a Flávio na internet e participação em atos e lives.
A militância digital comandada pelo deputado mineiro transformou uma campanha apática de primeiro turno em um movimento de massas enérgico, que despertou senso de importância, pertencimento e responsabilidade em eleitores anônimos.
Em vez dos artistas de sempre cantando “Lula lá, brilha uma estrela” em posts no Instagram, passaram a proliferar memes de gente comum fazendo graça com o bordão de Janones, “EXPLODE”, escrito em letras maiúsculas para inflamar os seguidores do canal. Obedecer às ordens de Janones —dadas aos gritos, em um estilo usualmente associado à direita— tornou-se uma atitude descolada.
A campanha do segundo turno também conseguiu algo tido como improvável, que foi associar a camisa da seleção brasileira ao candidato do PT. Em uma de suas missões, Janones orientou seguidores no sábado (17) a fotografar-se com as cores nacionais e postar a imagem nas redes, fazendo o L com os dedos —teve ampla adesão.
Lula conseguiu se eleger presidente pela quarta vez a despeito do sentimento de antipetismo que aflorou em parte do eleitorado desde que o partido passou a ser envolvido em escândalos de corrupção —como o mensalão, em 2005, e esquemas envolvendo empreiteiras revelados pela operação Lava Jato, a partir de 2014. A campanha de Flávio explorou à exaustão o desgaste da imagem do PT e de Lula com bordões como “tchau, tchau, PT”, e “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.
Apesar da insatisfação com a campanha, Lula estava confiante de que venceria a eleição já em 5 de outubro, como disse em pronunciamento à imprensa e a apoiadores após o resultado nas urnas. Na ocasião, o abatimento era visível nas feições dos que ocupavam o palco do hotel Renaissance, em São Paulo, local escolhido para o pronunciamento —entre eles, figuras que também haviam sido derrotadas nas urnas, como Fernando Haddad (para o governo de SP), Marina Silva e Simone Tebet (ambas para o Senado de SP).




