PGR rejeita segunda proposta da delação premiada de Daniel Vorcaro

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) comunicou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (15) que rejeitou a segunda proposta de colaboração premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal já havia rejeitado duas propostas de delação de Vorcaro. A segunda foi no último dia 10, quando os delegados responsáveis pelas tratativas do acordo comunicaram a decisão aos advogados do dono do Banco Master.
O ex-banqueiro está preso desde 4 de março, quando foi detido em uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras.
As prisões e sucessivas fases da ação policial revelaram um dos maiores esquemas de corrupção financeira do país, envolvendo fraudes bilionárias e uma rede institucional de proteção.
Agora, a expectativa da defesa é sobre a permanência ou não de Vorcaro na sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal.
A PF defende que ele seja transferido para um presídio comum. A decisão será o relator do caso, ministro André Mendonça.
1ª delação rejeitada
Em 20 de maio, a Polícia Federal rejeitou formalmente a primeira proposta de delação premiada de Vorcaro. Segundo investigadores, o material era superficial e omitia informações sobre aliados políticos. Após a decisão, o ex-banqueiro reformulou sua equipe jurídica.
Nos bastidores, aliados de Vorcaro avaliavam que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, havia tensionado a relação com o ministro André Mendonça e dificultado o avanço de um acordo de colaboração.
A saída do advogado José de Oliveira Lima levou a uma reorganização com o advogado criminal Sérgio Leonardo assumindo à frente do caso e a equipe que tinha 14 integrantes passou para cinco.




