Vexame dos institutos de pesquisas para presidente, governos e Senado

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Os resultados do 1º turno das eleições revelaram cenários distintos dos projetados por pesquisas de opinião divulgadas nas últimas semanas em alguns estados. Tanto no âmbito nacional, quanto no estadual, os principais institutos do países projetaram panoramas divergentes dos observados nas urnas, no domingo (4/10).
Todas as últimas previsões de grandes institutos de pesquisa erraram o resultado do primeiro turno na disputa para a Presidência da República. Datafolha, AtlasIntel, Quaest, Meio/Ideia e Real Time Data apontaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminaria este domingo, 4, liderando a disputa, mas foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que se consagrou na dianteira.
No último levantamento do Datafolha, divulgado neste sábado, 3, Lula aparecia com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio tinha 42%. Mas o fato é que nenhuma das últimas sondagens divulgadas para disputa presidencial conseguiu projetar o resultado real de domingo.
Na Quaest, também do sábado, 3, Lula apareceu com 46% das intenções de voto, enquanto o senador do PL tinha 45%.
Já o AtlasIntel, ainda do sábado, deu o resultado praticamente invertido em relação à realidade, com o petista com 47%, e Flávio com 44,1%.
No Real Time Big Data, divulgado na quinta-feira, 1º, Lula teria 46% dos votos válidos, e Flávio 41%.
Já na pesquisa do Meio/Ideia, Lula tinha 39,4% das intenções de voto totais ante 38,4% de Flávio Bolsonaro.
Governos
Os erros também se repetiram em pesquisas para os governos locais. Situações semelhantes foram registradas no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, por exemplo.
Governo do Distrito Federal
No Distrito Federal, por exemplo, a maioria dos levantamentos mais recentes em relação ao 1º turno indicava vitória tranquila da atual governadora Celina Leão (PP) sobre o petista Leandro Grass ainda em 1º turno.
No entanto, ao fim da apuração, as urnas indicaram a necessidade de realização de segundo turno entre os dois. Celina recebeu 49,9%, e Grass ficou com 34,4% dos votos válidos.
Governo do Rio de Janeiro
O resultado do 1º turno no estado do Rio de Janeiro demonstra larga discrepância com os últimos cenários projetados por institutos de pesquisa. No estado, a maioria dos levantamentos trazia o ex-prefeito da capital carioca Eduardo Paes (PSD) na vantagem das intenções de voto, seguido por Douglas Ruas (PL).
A apuração das urnas no estado, contudo, foi encerrada com Ruas liderando as intenções de voto com 49% dos votos, seguido por Paes, que angariou 42% dos votos. A definição para o próximo governador carioca em um primeiro momento ficará para o 2º turno, disputado no dia 25 de outubro.
No entanto, caso a desistência do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) de um recurso seja confirmada pela Justiça Eleitoral e os votos que ele recebeu sejam considerados nulos, Ruas já venceria em 1º turno. O processo ainda está sendo analisado.
Erros no Senado
Mas os erros não aconteceram somente em relação à disputa presidencial e aos governos locais. A situação também se repetiu em várias unidades da Federação. Três, em especial, chamaram a atenção: Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
As pesquisas indicavam muita disputa pelas vagas. No entanto, após a apuração das urnas, as situações foram bem diferentes.
Senado em Brasília
Na capital federal, os institutos traziam um cenário com Michelle Bolsonaro (PL) quase sempre liderando, mas a segunda vaga ora oscilava entre Bia Kicis (PL) e Leila do Vôlei (PDT), com a petista Erika Kokay pontuando bem em algumas situações.
Abertas as urnas, a situação foi bem diferente: Michelle ficou com 29,05%, e Bia somou 27,44%. As duas foram eleitas. Leila terminou com 21,25%, e Erika ficou com 18,91%.
Senado no Rio de Janeiro
A corrida para o Senado no Rio de Janeiro também não foi diferente, com a reeleição do senador Carlos Portinho (PL), com 26% dos votos, e de Carlos Jordy (PL), com 24%, as últimas sondagens apontavam a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Benedita da Silva, como ocupante de uma das vagas para a Casa Alta pelo estado.
E, em alguns dos levantamentos, com a maior vantagem numérica entre os candidatos. Benedita, contudo, não foi eleita pelo estado.
Senado em SP
As pesquisas de véspera sobre o Senado em São Paulo mostravam uma situação bastante embolada. As projeções indicavam um empate técnico entre os quatro principais concorrentes. Pelos dados, não era possível indicar quem seria eleito.
No entanto, com a apuração das urnas, a situação foi completamente diferente: Guilherme Derrite (PP) teve 30,59%, André do Prado (PL) somou 29,28%, Simone Tebet (PSB) registrou 19,23% e Marina Silva contabilizou 18,12%.




