STF autoriza a PF investigar Lulinha por tráfico de influência

Foto: Divulgação/Greg Salibian/Folhapress
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, nesta quinta-feira (30), que a PF (Polícia Federal) investigue Fábio Luís Lula da Silva por tráfico de influência e corrupção.
A corporação quer apurar se o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu o crime de tráfico de influência e corrupção perante o Ministério da Saúde no processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal.
O pedido foi feito no último dia 24 e distribuído a Mendonça, que também é relator do inquérito sobre desvios do INSS, caso em que também há menção a Lulinha.
O filho do presidente chegou a ser citado no inquérito sobre o INSS por conta de sua relação junto ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, é apontado como um dos principais responsáveis por desvios de aposentadorias e pensões, conforme as investigações da PF na Operação Sem Desconto.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, afirmou considerar que a PF pediu esse novo inquérito, sobre atuação na área da saúde, porque não encontrou nenhuma irregularidade envolvendo o filho do presidente na investigação das fraudes do INSS.
“Lulinha já demonstrou que não tem relação direta ou indireta com o INSS e não tem relação com os negócios da Roberta. A PF não achou nada no INSS e vai procurar em outro lugar. Isso é pesca probatória. Isso é grave”, afirmou Carvalho.
O Ministério da Saúde afirmou que não tem nem nunca teve contrato com a World Cannabis ou com acionistas citados. “Dessa maneira, nunca fez nenhum repasse de recursos públicos a eles”, disse a pasta.
Lulinha é suspeito de ter atuado para que o Careca fosse recebido no ministério.
O lobista havia contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios de cannabis medicinal com o governo federal em favor da empresa World Cannabis, que pertencia ao Careca.
A defesa de Roberta nega irregularidades em seu contrato com o Careca e afirma que jamais repassou qualquer valor a Lulinha.
No início de 2025, o Careca do INSS foi recebido no Ministério da Saúde por Swedenberger Barbosa, o Berger, que era secretário-executivo — o número 2 da pasta.
Depois de sair do ministério, em 2025, Berger virou chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente da República.
A PF investiga possível tráfico de influência tanto no Ministério da Saúde como no gabinete presidencial.




