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2º dia do Grupo Especial do carnaval de SP: Mocidade, Gaviões e Império da Casa Verde são destaques

Gaviões da Fiel desfila no Anhembi na madrugada deste domingo, 15 – Imagem: Flávio Florido/Especial para o Terra

Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel e Império da Casa Verde foram os destaques do 2º dia do Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2026. Da noite deste sábado (14) à manhã deste domingo (15), a avenida recebeu carros grandiosos, com homenagens a lugares, figuras históricas e religiosidade.

Águia de Ouro, Tom Maior, Escola do Terceiro Milênio e Camisa Vede e Branco, Tom Maior também passaram pelo Anhembi. Somente o Camisa estourou o tempo de 65 minutos, depois que o último carro parou no caminho.

Na primeira noite de desfiles, os destaques ficaram para Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé e Vai-Vai. Rosas de Ouro, Barroca Zona Sul, Colorado do Brás e Mocidade Unida da Mooca também desfilaram.

A apuração das escolas de samba de São Paulo acontece na terça-feira (17).

Sabrina Sato brilha no desfile da Gaviões da Fiel, em São Paulo. — Foto: Leo Franco/AgNews

Sabrina Sato brilha no desfile da Gaviões da Fiel, em São Paulo – Foto: Leo Franco/AgNews

Desfiles do 2º dia

  1. Império da Casa Verde
  2. Águia de Ouro
  3. Mocidade Alegre
  4. Gaviões da Feil
  5. Estrela do Terceiro Milênio
  6. Tom Maior
  7. Camisa Verde e Branco

Império de Casa Verde

A Império de Casa Verde abriu o segundo dia de desfile, com um enredo que exaltou as joias afro-brasileiras. A proposta da escola foi de celebrar o empoderamento feminino, a história das escravizadas de ganho e seus balangandãs, peças fundamentais na história de resistência do Brasil.

A Império começou com um luxuoso abre-alas dourado e uma figura em pose de reza. Em grandes carros alegóricos, a escola representou altares, exaltou o sincretismo religioso e as rainhas africanas.

A escola se destacou pela beleza e riqueza do desfile, com fantasias elaboradas e brilhantes.

Segunda escola a desfilar nesta noite, a Águia de Ouro celebrou Amsterdam, na Holanda, com o enredo “Mokum Amesterdã: o voo da Águia à cidade libertária”. A agremiação levou as casinhas, os moinhos e até as tulipas para o pavilhão.

O enredo enalteceu figuras como Anne Frank, Vincent Van Gogh e Piet Mondrian, falou da liberdade LGBTQIAPN+ e das profissionais do sexo do Distrito da Luz Vermelha. E divertiu o público ao representar “o verde permitido” com um “bonecão de maconha”, em alusão à liberação da cannabis na Holanda.

Foi o desfile mais rápido entre as escolas de São Paulo, com 58 minutos.

Mocidade Alegre

A Mocidade Alegre celebrou o legado e a história da atriz Léa Garcia, com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”. Já abriu encantando o público com a comissão de frente, que contava com a participação de Thelma Assis como Léa e Fred Nicácio como Abdias Nascimento.

A escola, que ficou em 4º lugar em 2025, também levou um deslumbrante carro abre-alas, repleto de indumentárias africanas, em referência à ancestralidade de Léa. Outras alegorias representaram o prêmio Kikito, do Festival de Gramado, e deusas negras, incluindo uma Iemanjá que soltava água.

O fim foi no sufoco: a escola precisou apertar o passo, mas ficou dentro do tempo.

Gaviões da Fiel

Neste ano, a Gaviões homenageou os povos originários e a preservação das florestas (evitando o verde, claro) no Anhembi. A escola, que ficou em 3º lugar no ano passado, levou carros monumentais para a avenida.

Foi dela o maior carro deste Carnaval de SP: um abre-alas de 72 metros de comprimento, representando um “sonho” em que animais, plantas e seres humanos vivem em harmonia. Apesar da ausência do verde, justificada pela floresta em transe, o desfile foi bastante colorido.

O desfile também celebrou lideranças indígenas como Sônia Guajajara e o cacique Raoni. No fim, a agremiação representou o Brasil “indigenizado”, com o Cristo Redentor usando um cocar.

Tom Maior

De volta ao Grupo Especial, a Tom Maior levou ao sambódromo a trajetória de Chico Xavier e a cidade de Uberaba, em Minas Gerais. Para recontar a história da cidade, a agremiação revisitou as lendas locais, a indústria e as igrejas.

A escola impressionou com um grandioso abre-alas turquesa, em homenagem às águas de Uberaba. Um dos carros, em referência à cultura indiana, teve um probleminha na iluminação e se apagou durante o desfile, mas logo voltou a funcionar.

A homenagem a Chico Xavier veio no fim, com uma celebração à influência do espiritismo em Uberaba. A alegoria borrifava cheiro de rosas na avenida.

Camisa Verde e Branco

Última escola do Carnaval de SP, o Camisa Verde e Branco celebrou as diferentes manifestações de Exu, orixá que é guardião das encruzilhadas, dos caminhos e da comunicação.

Com uma bateria contagiante, a escola desfilou ao amanhecer, o que acabou sendo apropriado para o enredo “abre caminhos”. Alegorias repletas de búzios, plumas e cores tomaram conta da avenida, com representações de Maria Padilha, Zé Pelintra e mais.

A escola já vinha em uma corrida contra o tempo, quando o último carro parou na avenida e precisou ser empurrado. Com isso, o Camisa estourou o tempo, passando com 66 minutos.


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