BRB vira dono de terrenos de alto valor e até de cemitérios em SP ao assumir ativos do Master

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O Banco Regional de Brasília – BRB, assumiu uma batelada de papéis do Master após constatar que as carteiras de crédito vendidas por R$ 12 bilhões pelo banco de Daniel Vorcaro eram podres. A substituição, que ocorreu às pressas, foi interrompida pela liquidação extrajudicial do Master, decretada um dia após Vorcaro e outros executivos do banco terem sido presos no âmbito da Operação Compliance Zero.
Agora BRB, tenta vender um total de R$ 21,9 bilhões em ativos que comprou do Banco Master para solucionar o rombo deixado pela operação. Na lista de itens à venda, também consta um terreno próximo à região da Cidade Jardim, em São Paulo, localização nobre e de alto valor de mercado, além de restaurantes e outros bens.
Na lista de ativos aceitos pelo BRB na tentativa de compensar as perdas com os títulos fraudulentos, há de tudo um pouco. Propriedades, fundos, ações, contas no exterior e a empresa Cemitérios São Paulo S.A., cujo nome fantasia é Grupo Maya.
Além de vender diversos tipos de serviços funerários, de coroas de flores a traslado de caixões, o Grupo Maya administra cinco cemitérios paulistanos: Campo Grande (foto em destaque), Lageado, Lapa, Parelheiros e Saudade.
Líder de reclamações nos canais da prefeitura de São Paulo, o Grupo Maya é investigado pelo Executivo local devido a uma possível fusão informal com outro grupo responsável pela administração de cemitérios na capital paulista, a Cortel.
Ao apurar as denúncias, a prefeitura descobriu que o Grupo Maya fez uma série de empréstimos com o Banco Master. A informação é importante porque o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, aparece no quadro societário da Cortel. Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero.




