Zambelli é espancada na cadeia, em Roma

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A ex-deputada federal Carla Zambele, presa em Roma na Itália, foi agredida por colegas que cumprem pena na mesma unidade penitenciária. Zambelli sofreu agressões das outras detentas ao menos em três vezes distintas, antes do mês de setembro. Por esse motivo foi transferida de cela.
O caso ganhou repercussão após o senador Magno Malta (PL-ES) revelar as agressões durante culto realizado no Espírito Santo na segunda-feira (22/12).
“Entramos no maior presídio feminino do mundo para visitá-la [Carla Zambelli]. Perseguida política. Crime de opinião. Está lá. Ela já tinha apanhado 3 vezes de detentas quando nós fomos visitá-la. Quando ela nos viu, ficou congelada”, disse o senador no evento “Grande Clamor pelo Brasil”.
Além de Malta, a visita foi realizada por Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), Damares Alves (Republicanos‑DF), Eduardo Girão (Novo‑CE) e Cabo Gilberto (PL‑PB) em setembro deste ano.
Durante a fala no evento, Malta diz ter ouvido de Zambelli que as agressões não resultaram ferimentos aparentes nem escoriações, e o episódio não foi tratado com maiores detalhes à época.
Segundo o advogado de defesa da ex-parlamentar, Fábio Pagnozzi, Zambelli chegou a reclamar das agressões, mas o presídio italiano nada fez. A alegação, segundo a defesa, foi de que a rotatividade era muito alta no presídio.
Diante do risco da integridade física da ex-parlamentar, a defesa pediu, então, a mudança dela de andar. O presídio concedeu a alteração e Zambelli saiu da cela que ocupava no andar térreo para um andar acima.
Presa após fugir do Brasil para não cumprir pena por condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli comunicou oficialmente, em 14 de dezembro, à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados, sua renúncia ao mandato de parlamentar.




