Rota mata mais dois suspeitos após ataque a tenente; total chega a 6

Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) mataram mais dois suspeitos em um suposto confronto em Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Com essa ocorrência, chega a seis o número de mortos por agentes após o atentado contra o tenente da corporação Ronickson Pimentel.
Segundo a Polícia Militar, agentes da Rota teriam recebido uma denúncia de que um suspeito estava escondido na região. Ele foi apontado como responsável por pilotar a moto usada no ataque contra o tenente. Os policiais disseram ter sido recebidos com tiros na manhã de hoje. O grupo, então, afirma ter reagido e atingido dois homens armados.
Um deles foi identificado como Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum e ligado ao PCC. Ele era procurado pela polícia, segundo a investigação, pelo crime de roubo e seria o piloto da moto. Um mandado de prisão contra ele foi expedido em março com uma pena de mais de oito anos.
O segundo suspeito não foi identificado pela Polícia Militar. De acordo com os agentes, a dupla foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
O tenente da Rota foi baleado no último dia 27. Dois homens em uma moto se aproximaram dele e atiraram quando o policial parou em um semáforo em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo. Pimentel segue internado em estado grave, mas estável na UTI. Irmão de Eloá Cristina Pimentel, ele sofreu o ataque minutos após sair da academia.
Três suspeitos foram presos até o momento. Um deles teria sido o responsável por se livrar da moto usada no crime —ele confessou a participação à polícia. Outros dois foram detidos em 28 de junho por ajudarem na logística da tentativa de assassinato. O suposto autor dos tiros ainda é procurado pela polícia. Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias ou Peruca, está na Lista Vermelha da Interpol. O governo de São Paulo oferece R$ 50 mil de recompensa por informações que ajudem à prisão dele.
Outras quatro mortes
A primeira morte por agentes da Rota ocorreu dois dias após o atentado contra Pimentel. Policiais informaram ter recebido uma denúncia sobre um homem envolvido no ataque e, ao chegar no local, também foram recebidos a tiros. A segunda morte ocorreu no mesmo dia, em Guarulhos, e o suspeito foi identificado como Wladimir, também apontado como tendo possível envolvimento no atentado.
De acordo com o registro policial, um dos disparos atingiu a boca do suspeito e outros quatro acertaram o tórax. Os policiais relataram ainda que apreenderam com ele uma pistola Glock calibre 9 mm, com numeração raspada e carregada com 15 cartuchos intactos.
A terceira morte ocorreu no último dia 1º, na região do Jardim Lajeado, zona leste paulistana. Os militares da Rota contaram que foram até a Vila Nancy procurar um homem de apelido Paris, também envolvido no atentado contra Pimentel, que estaria circulando na região em um Gol branco.
O ocupante —na versão dos PMs— teria apontado uma arma em direção à equipe. O motorista foi identificado como Gustavo Trajano Parimoski, 30 anos. Ele levou três tiros de fuzil e dois de pistola, todos disparados pelos PMs.
A quarta morte ocorreu no dia 3 no Litoral Sul. Os militares afirmaram que tentaram prender um homem com apelido de Galego, mas, durante abordagem, segundo a versão dos policiais, houve confronto. Elenilson Misael da Silva também morreu. Todas as ocorrências são investigadas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
*Com informações: uol




