Economia

Petróleo sobe 30% na semana com bloqueio no Oriente Médio e tensão com Irã

Imagem: Reprodução

Os preços do petróleo dispararam cerca de 30% nesta semana e atingiram o maior nível desde 2023, impulsionados pelo bloqueio de rotas no Oriente Médio e tensões geopolíticas.

Barril de Brent do Mar do Norte fechou a sexta-feira (6) a US$ 92,69. A alta foi de mais de 8% no dia e quase 28% na semana, enquanto o WTI americano subiu 12% hoje, fechando a US$ 90,90.

Escalada ganhou força após Donald Trump exigir a “capitulação” do Irã. O presidente americano pressiona o país persa, o que paralisa o tráfego no Estreito de Ormuz, rota de 20% da produção mundial.

Analistas veem risco de recessão econômica. “Já vi esse tipo de situação antes, mas essa está começando a adquirir proporções dramáticas. Preocupam-me muito as consequências de longo prazo”, diz Ole R. Hvalbye, do banco SEB.

Mercado reage a problemas reais de operação. Economistas do JPMorgan avaliam que a crise deixou de ser apenas um risco geopolítico para causar “perturbações operacionais tangíveis”.

Impacto na oferta global

Países do Golfo já cortaram a produção por falta de escoamento. O Iraque reduziu o fornecimento em 1,5 milhão de barris por dia, e o Kuwait atingiu o limite de armazenamento, fechando parte de sua capacidade de refino.

Estoques atuais podem segurar os preços por pouco tempo. Segundo Jason Gabelman, da TD Cowen, as reservas são “saudáveis” e cobrem até um mês de fechamento do estreito, o que manteve a reação “moderada” até agora.

Medidas de emergência

China ordenou a suspensão das exportações de combustíveis. Para evitar desabastecimento interno, o governo chinês pediu que refinarias parem de vender diesel e gasolina para fora, segundo a Bloomberg.

EUA liberaram a Índia para comprar petróleo russo sancionado. A autorização vale por um mês e visa garantir o abastecimento de Nova Délhi, afetado diretamente pelo conflito.

Marinha americana promete escoltar navios mercantes na região. O secretário de Energia, Chris Wright, disse que isso ocorrerá “assim que for razoável”, mas analistas do Eurasia Group alertam que o tráfego não voltará ao normal tão cedo.

*Com informações: uol

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