Petróleo dispara e Bolsas na Ásia abrem em queda após ataque dos EUA ao Irã

Imagem: Amanda Perobelli/Reuters
Os preços internacionais do petróleo dispararam e as primeiras bolsas de valores a iniciarem os negócios na Ásia abriram o dia em queda. O movimento já era esperado para hoje pelo mercado financeiro após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, no Oriente Médio —região com as maiores reservas de petróleo do mundo.
A cotação futura do barril de petróleo disparou. O tipo Brent —a referência internacional— para entrega em maio subia 5,66% por volta das 22h30, vendido a US$ 76,58 dólares. Já o tipo WTI para abril avançava 4,54%, para US$ 70,06 o barril.
Logo na abertura, o Brent chegou a subir 13%. Nas primeiras operações na Ásia, o barril foi negociado a US$ 80,20, aumento de 13% em relação à cotação de fechamento da sexta-feira, de US$ 72,87. Já o barril de tipo WTI chegou a subir 8,25%, até alcançar US$ 72,55.
Bolsas caem
Já as primeiras Bolsas a abrirem o pregão estão caindo. O índice Nikkei 225, no Japão, caia 1,38% por volta das 22h, aos 58.038 pontos. Na Austrália, a Bolsa de Sydney (S&P/ASX 200) recuava 0,52%, aos 9.150 pontos. As ações da Qantas Airways, principal companhia aérea da Austrália, registraram queda de mais de 10%. O índice da Nova Zelândia caía 1,04%, aos 13.579 pontos.
Bolsa na China também cai. O índice Shanghai abriu o pregão às 22h30 (horário de Brasília) em queda de 0,13%, aos 4.158 pontos. A de Hong Kong (HKEX) retraía 1,15%, aos 26.318 pontos.
O índice STI, de Singapura, despencava 2,03% às 22h30. Ela atingia 4.894 pontos.
A Bolsa da Tailândia também recua. O índice SET atingia 1.528 pontos, queda de 0,35% em relação ao fechamento de sexta.
A Bolsa da Coreia do Sul não abre. Quando um feriado nacional cai em um domingo, como ocorreu (Dia do Movimento de Independência), o dia seguinte é considerado feriado.
No Brasil, a expectativa é que a bolsa também recue. Na última sexta-feira (27), ela já havia caído 1,16% aos 188.786 pontos. Apesar da queda, o mercado local vem se aproveitando da entrada de recursos estrangeiros. Até o dia 20 de fevereiro, o saldo era de cerca de R$ 35,6 bilhões.
“A projeção é petróleo para cima, ouro para cima, que é ativo de proteção de risco, Bolsas para baixo, não sabemos ainda em qual magnitude, lógico que os papéis ligados a petróleo dentro da Bolsa tendem a subir.” – Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing.




