Justiça

Homem denuncia policial federal no Carnaval do DF: “Me chamou de macaco”

Rodrigo Martins denunciou sua agressora na Polícia Civil – Imagem: Reprodução/Metrópoles

Um homem negro registrou um boletim de ocorrência contra uma policial federal que ontem o teria chamado de “macaco” durante uma festa de Carnaval no estacionamento do Minas Tênis Clube, no Distrito Federal.

Martins conversou com a imprensa após registrar o BO. Ele disse que estava com as filhas 3 e 6 anos, a esposa e amigos quando uma policial federal tentou passar por um lugar de difícil acesso. “A gente pediu para que ela se direcionasse para o outro lado, mas ela forçou a passagem e agrediu um idoso, que é amigo da gente, pisando nele, quase que derrubando”, disse.

Martins repetiu que era impossível passar por aquele lugar. Foi neste momento, disse o homem, que ela passou a xingá-lo.

“Ela já virou me chamando de macaco e de bicho. Saiu xingando, apontando e ainda falando: ‘Você é um macaco, você é um bicho’. E aí ela se evadiu do local e todas as pessoas que estavam lá presenciaram e viram isso acontecer.” – Rodrigo Martins, à imprensa.

Depois da discussão, a família encontrou a mulher conversando com a polícia. “Eu me direcionei aos policiais e falei: ‘Opa, eu que sou a vítima'”, disse.

Os dois foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) para prestar depoimento. “Já registrei o boletim de ocorrência e espero que isso realmente vá pra frente”, diz ele. “Minha filha menor ficou me perguntando: ‘Você é bicho, você é macaco?’.”

Segundo Martins, a mulher aproveitou a prerrogativa de ser policial federal para agredi-lo. “Espero que a polícia realmente coloque isso para andar e ela seja qualificada como racista, como criminosa”, concluiu.

A Polícia Civil confirmou a ocorrência, registrada como injúria racial. O fato ocorreu às 19h45 no bloco Concentra Mas Não Sai. “O Comunicante manifestou o desejo de REPRESENTAR, de acordo com a lei vigente, na condição de vítima do delito descrito na presente comunicação de ocorrência policial, a instauração de procedimento apuratório em desfavor do(s) autor(a)(es) do ilícito noticiado”, diz em nota a polícia, que preservou a identidade da mulher.

*Com informações: uol

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