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EUA dizem ter destruído 17 navios e atingido quase 2.000 alvos no Irã

Imagem: 28.02.2026-ALI NAJAFI / ISNA / AFP

As Forças Armadas dos EUA destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atacaram quase 2.000 alvos no Irã, disse o comandante do Comando Central dos EUA na terça-feira (3).

“Hoje, não há um único navio iraniano em operação no Golfo Árabe, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã.” A informação foi compartilhada pelo comandante Brad Cooper, do Comando Central dos EUA, em um vídeo publicado no X. O Irã não se manifestou sobre a declaração.

O comandante afirmou ainda que o Irã já lançou mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em ataques retaliatórios. Segundo o militar, a “capacidade de Teerã nos atingir está diminuindo”.

Mais de 50.000 soldados, 200 caças, dois porta-aviões e bombardeiros dos Estados Unidos estão participando dos combates contra o Irã. De acordo com Cooper, os ataques prosseguem com “ataques 24 horas por dia, 7 dias por semana, contra o Irã, desde o fundo do mar até o espaço e o ciberespaço”.

Comandante disse que, “em termos simples, estamos focados em abater tudo o que possa atirar em nós”. Ele também declarou que os EUA “não vão parar” com os ataques, reforçando que o país “degradou severamente as defesas aéreas do Irã e destruiu centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones iranianos”.

No registro, ele também disse que os EUA usaram um novo míssil contra um alvo no Irã. O jornal norte-americano The New York Times afirma que esse míssil, que pode ultrapassar 500 km/h, teria tido o uso barrado pelo antigo INF (Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário), que não está mais em vigor.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “praticamente tudo [das instalações militares iranianas] foi destruído”. O republicano se vangloriou dos amplos danos causados no Irã pelo ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel, que, segundo ele, está indo bem, e afirmou, sem provas, que o Irã iria atacar primeiro.

Quarto dia de conflito

Na terça-feira (3), Israel atacou Teerã e Beirute. Os ataques tinham como alvo “objetivos militares” do regime iraniano e do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, informou a Força Aérea de Israel em comunicado divulgado na manhã de hoje. Do lado iraniano, continuaram os ataques a aliados dos Estados Unidos no Golfo.

Duas embaixadas dos Estados Unidos no Oriente Médio foram fechadas por questões de segurança diante da escalada da violência na região. A primeira foi fechada na Arábia Saudita e, a segunda, no Kuwait.

O Irã realizou ataques direcionados a duas instalações dos EUA no Oriente Médio, enquanto Israel atingiu o complexo presidencial do Irã e também o Hezbollah, no Líbano, no quarto dia de guerra na região.

Exército israelense afirmou ter atacado o complexo presidencial e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional no Irã. Israel declarou que “diversas munições” foram lançadas contra os dois alvos. Após citar nominalmente os dois locais em um comunicado, os militares se referiram a eles também como “complexo da liderança do regime terrorista iraniano”, que fica no centro de Teerã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que era “tarde demais” para negociar com o Irã. O republicano enviou ontem uma carta ao Congresso norte-americano para explicar as motivações do ataque conjunto com Israel contra o Irã.

Ataques de Israel em Qom, no Irã, atingiram o prédio do órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã. Segundo a imprensa israelense, o ataque foi promovido por Israel. Anteriormente, a imprensa iraniana creditou o ataque também aos Estados Unidos. Apesar disso, o prédio estava vazio, informou o jornal NYT, baseado na agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica. O nome do novo responsável pelo cargo não foi divulgado.

Uma área ao lado do Consulado dos Estados Unidos em Dubai foi atingida por um drone supostamente iraniano. O caso ocorreu na tarde de hoje (horário de Brasília; noite de terça, no horário local). O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que um drone atingiu um estacionamento ao lado do consulado e disse que todos os funcionários norte-americanos foram encontrados e estão bem.

Ainda na terça-feira, o Ministério da Defesa do Irã disse não ter utilizado seu armamento mais sofisticado no conflito contra Israel e os Estados Unidos. Segundo o general Reza Talai-Nik, o país tem a capacidade militar para resistir e realizar uma ofensiva com poder massivo.

O Pentágono identificou quatro dos seis militares americanos mortos em um ataque de drone iraniano no último domingo (1º). Os mortos são o capitão Cody Khork, de 35 anos; e os sargentos Noah Tietjens, de 42 anos; Nicole Amor, de 39 anos; e Declan Coady, de 20 anos.

A ONG de direitos humanos Hrana (Human Rights News Agency) informou que o número de civis mortos desde 28 de fevereiro chegou a 1.097. O número inclui 181 crianças menores de dez anos. Outras 880 mortes relatadas estão sob revisão. Os feridos foram 5.402, incluindo 100 crianças.

*Com informações: uol

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