Editorial

Adultização infantil: o fenômeno que rouba a infância

A infância, considerada uma das fases mais importantes para o desenvolvimento humano, vem sendo encurtada por um fenômeno que preocupa pais, educadores e autoridades: a adultização infantil. O termo descreve a exposição precoce de crianças a comportamentos, responsabilidades e padrões típicos da vida adulta, muitas vezes incentivados pela mídia, redes sociais e até mesmo pelo ambiente familiar.
Segundo especialistas, essa antecipação pode trazer sérias consequências emocionais e sociais. “A criança deixa de viver etapas fundamentais para o seu amadurecimento saudável, o que pode gerar ansiedade, baixa autoestima e até problemas na vida adulta”, explica a psicóloga infantil Maria Lopes.
O impacto na
saúde mental
Além dos riscos de segurança, a exposição digital também afeta o desenvolvimento psicossocial das crianças. O chamado sharenting — junção das palavras share (compartilhar) e parenting (cuidado parental) — descreve o hábito de pais postarem fotos e vídeos dos filhos nas redes sociais. Embora geralmente motivado pelo desejo de registrar momentos felizes, a prática levanta sérias preocupações sobre privacidade, segurança e bem-estar infantil.
Segundo psicólogos, quando a criança cresce exposta de forma constante, pode sentir que sua privacidade não é respeitada, desenvolvendo sentimentos de vergonha, desconforto ou desvalorização.

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