Tesouro Nacional, vetou emprestimo de 20 bilhões ao Correios por juros altos

Foto: Divulgação/Folhapresss
O Tesouro Nacional rejeitou nesta terça-feira (2) a proposta do consórcio de bancos para o empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios porque considerou a taxa de juros oferecida, de 136% do CDI, muito alta para um crédito com garantia do governo.
Para o governo, o empréstimo “é sem risco”, já que tem a garantia. A partir de agora, os Correios, em forte crise financeira, irão levar a contraproposta aos bancos e aguardar se as instituições aceitam os novos termos do Tesouro.
O Tesouro afirmou que não existia justificativa para o índice de juros elevado, tendo em vista que, com a garantia do governo, os riscos da operação caem significativamente. Ao assumir a função de fiador, o Tesouro se responsabiliza por pagamentos em caso de inadimplência, o que reduz a zero o risco para as instituições financeiras.
Desde o início das conversas sobre a operação, a área técnica do Ministério da Fazenda manifestou preocupações em autorizar a garantia, dado o risco da operação, o que eleva as chances de a União ser efetivamente acionada para honrar os pagamentos.
O plano de crédito havia sido aprovado no fim de novembro pelo conselho da empresa, com a participação de um consórcio de bancos formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, mas dependia da chancela do Tesouro para se concretizar.
Situação dos Correios
- Nos últimos anos, os Correios vêm enfrentando sucessivos déficits, perda de participação no mercado de encomendas e aumento das despesas operacionais, especialmente com logística e pessoal.
- Embora a estatal tenha conseguido registrar alguns resultados positivos pontuais, o balanço geral tem mostrado fragilidade, como receitas estagnadas, despesas crescentes e capacidade limitada de investimento.
- A empresa também carrega passivos relevantes, como dívidas trabalhistas e obrigações previdenciárias, que pressionam o caix




