Incêndios na Espanha e na França forçam a retirada de mais de 270 mil pessoas de suas casas

Imagem: Divulgação
Incêndios florestais fora de controle devastaram neste sábado regiões da França e da Espanha, com as autoridades alertando para uma “noite difícil” pela frente e emitindo novas ordens de retirada para moradores em regiões próximas a Bordeaux e no oeste de Madri.
Mais de 270 mil “refugiados do fogo” foram retirados de suas casas na França e nas proximidades da capital espanhola. Na noite de sábado, o Ministério do Interior espanhol anunciou uma série de novas ordens de retirada, enquanto os incêndios causavam destruição na província de Toledo, a sudoeste de Madri, região onde dois focos de queimada independentes se juntaram na sexta-feira. Em outro incêndio diferente na localidade de Manises, perto da cidade de Valência, no leste da Espanha, uma pessoa morreu, mas segundo a Prefeitura, o fogo já foi controlado.
Embora ainda estejam longe da capital, as chamas afetam municípios residenciais populosos na Espanha, frequentemente cercados de colinas, áreas de floresta e matagais, que favorecem a uma propagação do fogo. As chamas já queimaram 25 mil hectares em Madri e na província vizinha de Ávila, no que as autoridades qualificaram como “o pior incêndio da história” da região.
Na Espanha, mais de 70 mil pessoas precisaram ser desalojadas ou estavam confinadas na região de Madri por causa do “pior incêndio da História” naquela área, anunciou a presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, de acordo com a AFP.
Na França, cerca de 197 mil pessoas foram retiradas das zonas ameaçadas pelos incêndios florestais no sudoeste da França, onde as chamas destruíram 22 mil hectares, o dobro da área de Paris, informou nesta sexta-feira o ministro do Interior, Laurent Nuñez.
Bombeiros lutavam neste sábado (25) na Espanha para impedir que os diferentes focos de incêndio convergissem.
O medo agora é de que o fogo na região de Madri (que queimou cerca de 6 mil hectares) e outro, na província vizinha de Castela e Leão (com cerca de 9 mil hectares devastados), misturem-se.
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Bombeiro combate incêndio em La Atalaya, cidade residencial a 80 km da capital Madrid, no sábado (25) — Imagem: Cesar Manso/AFP
“A previsão é de que o vento se mantenha e de que até a noite o incêndio continue avançando”, disse o delegado do governo regional, Fran Martín Aguirre. O chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez, ressaltou que seu país e a Europa “vivem uma situação dramática”.
O conselheiro regional de Meio Ambiente, Carlos Novillo, advertiu que o fogo no sudoeste da região se encontra em seu “momento mais crítico” e “além da capacidade de extinção”.
A Guarda Civil prendeu uma pessoa e investigava outra como possíveis autores do incêndio em Castela e Leão.
Embora ainda estejam longe da capital, as chamas afetam uma série de municípios residenciais bastante povoados, muitos deles cercados por colinas, áreas de mata e vegetação rasteira que favorecem a propagação do fogo.
A situação chegou a ameaçar a capacidade da agência espacial americana de se comunicar com seus robôs e sondas. Um complexo da Nasa na cidade de Robledo de Chavela e um outro da Agência Espacial Europeia na cidade de Cebreros foram completamente esvaziados.
Um dos incêndios nos arredores de Madri “atravessou” a instalação da Nasa na Espanha, informou à AFP uma porta-voz.
As condições meteorológicas dificultam o trabalho dos bombeiros e dos militares que tentam conter as chamas, segundo imagens divulgadas pela Guarda Civil.




